Juliana Sícoli apresenta exposição “Coreografias da Forma”, em São Paulo

A solidez geométrica das fotografias de Juliana Sícoli, juntamente com suas novas esculturas curvilíneas, vão ao encontro da emblemática atmosfera modernista da Casa Birman, em São Paulo, na exposição “Coreografias da Forma”, a partir da manhã do dia 28 de agosto. No dia 27, num evento somente para convidados, a artista visual mineira apresentou a dança materializada da sua nova pesquisa “Bailarinas”, figuras principais da mostra.
Essas obras trazem as formas sinuosas de mulheres em dança, apoiando-se e celebrando a liberdade de ser. Seus gestos, detalhados em forma de aço corten e aço inox polido, foram transformados em matéria, e nos lembra que todo movimento pode carregar em força e leveza. Ao todo serão três esculturas externas que se contrapõem às linhas rígidas e profundas de 14 quadros, entre fotografias e tapeçaria, para contemplação no interior da casa. A exposição tem curadoria do diretor criativo da marca Guilherme Kfouri.
“Geografias da Forma descreve a própria experiência de existir. As imagens de formas sólidas, pausas e sopros representam os limites e as aberturas que encontramos na vida. Falo da tensão entre extremos, da contenção e expansão, para identificar que é nessa travessia que o ser humano se reinventa. A dança surge como metáfora desse processo, na qual viver é mover-se entre opostos, e é nesse entremeio que a matéria da vida se transforma e abre espaço para novos sonhos”, esclarece Juliana.
No evento de lançamento, após um talk com a artista, os convidados seguiram para uma visita guiada com a curadora Carollina Laureano na feira SP-Arte Rotas 2025, onde a artista também expôs outras obras.
A feira ocupa de 27 a 31/08 o espaço ARCA, em São Paulo, com cerca de 60 projetos curados, reunindo galerias, instituições culturais e iniciativas que expandem o debate sobre arte contemporânea. E a exposição na Casa Birman fica disponível para contemplação até o início de novembro, sob prévio agendamento.

Sobre a artista
Juliana Sícoli (1983) é artista visual, com pós-graduação em Fotografia e Artes Visuais e em Psicologia Positiva. Em constante formação em psicanálise, tece uma narrativa única que entrelaça fotografias, esculturas, tapeçarias e intervenções com materiais de corte e de costura. Sua pesquisa, fundamentada na busca por expressar as inquietações que não apenas a afetam, mas também ressoam em tantas outras mulheres, transcende as fronteiras do visível para desvelar camadas emocionais mais profundas. Em um diálogo contínuo entre imagem e psique, cada obra é uma expressão consciente – uma declaração visceral – do seu compromisso em investigar e trazer reflexões sobre as complexidades que permeiam o universo feminino.

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